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Esta secção será preenchida por vários
colunistas, sobretudo brasileiros, que falarão sobre vírus o seu
impacto na sociedade electrónica e claro sobre a relação com o
Outlook.
Autores e respectivos artigos:
André Cardozo, do TCInet
Carlos Machado, da Info Exame
O
que é um vírus?
Conheça
um pouco mais sobre estas pragas que assustam muita gente
Um vírus é um programa ou trecho de
código que se instala num computador sem o conhecimento do usuário.
Os tipos mais perigosos podem até apagar todas as informações
do disco, enquanto outros apenas residem na memória sem fazer
muito estrago. Os vírus somente existem em arquivos que dependem
de execução. Assim, arquivos de imagem (.gif., .jpg, .psd, .bmp
etc), som (.wav, .ra, .au etc), vídeo (.avi, .mov, .rm etc) e
texto puro (.txt) não contêm vírus de nenhuma espécie. A exceção
fica por conta dos falsos documentos de imagem e som, como aqueles
criados pelo Love Letter. Os arquivos afetados por este vírus
ficam com o formato foto.jpg.vbs.
Está cada vez mais difícil enquadrar
os vírus mais modernos dentro de alguma definição clássica,
mas, de modo geral, os vírus se dividem em três classes.
A única maneira de contaminação por
um vírus de boot é ligar o micro com um disquete infectado no
drive. Dessa forma, o sistema operacional checará primeiro o
drive do disquete, o que já é suficiente para que o vírus seja
ativado. O vírus então passa para o MBR do disco rígido e
qualquer disquete utilizado a partir deste momento também é
infectado. Com a extinção do velho DOS, os vírus de boot
perderam muito de sua força e raramente trazem maiores problemas.
-
Vírus
de macro - São cada vez mais comuns e, de maneira geral, pouco
perigosos. Os vírus de macro são na verdade códigos de macro
inseridos em arquivos de aplicativos que utilizam esta linguagem.
Entre os programas mais atingidos estão Word, Excel e Access. Ao
abrir um arquivo contaminado de Word, por exemplo, o vírus é
ativado e se instala no arquivo modelo (normal.dot), de onde se
espalha para todos os arquivos criados a partir de então.
-
Vírus
de programa - Normalmente utilizam extensões executáveis como
.com, .exe e .bat e são ativados somente com um comando do usuário.
Muitos deles são enviados junto com e-mails, portanto uma boa
dica de segurança é executar somente arquivos recebidos de
fontes confiáveis. Se receber uma mensagem com algum arquivo
suspeito, basta deletá-la para resolver o problema, pois dessa
forma o vírus não será executado.
Além destes três grupos clássicos,
temos alguns termos mais recentes, criados para designar os vírus
destes novos tempos de Internet. Apesar de não serem considerados
vírus, os worms são uma ameaça cada vez maior, principalmente
devido à expansão da Internet.
Assim como os vírus, os worms se
reproduzem e podem causar danos ao micro infectado. A diferença
é que um worm não produz diversas cópias de si num único
micro. Em vez disso, ele se multiplica através de redes de
computadores. Em alguns casos, como o Melissa, temos um vírus de
macro que também é um worm, pois utiliza o Outlook Express para
enviar cópias de si para outros usuários.
Boa parte dos worms tem como único
efeito sobrecarregar os servidores de e-mail, pois anexam-se
automaticamente à lista de endereços do micro infectado e enviam
múltiplas mensagens a todos os destinatários.
Outra ameaça aos computadores vem na
forma dos famosos Cavalos de Tróia (trojan horses), como NetBus e
Back Orifice. Estes programas podem enviar dados confidenciais do
usuário infectado para os autores da praga e até mesmo permitir
total controle sobre o micro contaminado, desde que ele esteja
conectado à mesma rede do computador de onde os comandos são
enviados. Embora seja possível ser infectado com um vírus desse
tipo a partir de um disquete, somente com o micro conectado em
rede ele pode causar algum estrago.
Para se proteger contra essas ameaças,
a saída mais eficiente é utilizar um dos diversos antivírus
disponíveis no mercado. Embora não sejam 100% eficientes (afinal,
não dá para adivinhar o que se passa na cabeça de todos os
programadores do mundo), esses programas garantem uma boa dose de
segurança.
Os antivírus vasculham o disco rígido
em busca de uma combinação de bytes que identifique um vírus e
a comparam com os registros já existentes. Uma boa dica é baixar
sempre as atualizações disponibilizadas pelas empresas, para que
o programa possa detectar as pragas mais recentes.
Vírus/Love
Letter - Praga de amor
Love
Letter é o vírus que mais causou prejuízos em todos os tempos
Em
março de 1999, um vírus de computador foi parar nas manchetes de
jornais de todo o mundo. Era o Melissa, que num curtíssimo espaço
de tempo paralisou as atividades diversas empresas de grande porte,
sobrecarregando os servidores de e-mail com cópias do vírus. O
resultado da brincadeira? Oitenta milhões de dólares de prejuízo
para as firmas atingidas.
Parece muito? Mas não é. Pelo menos
se comparados aos 6,7 bilhões (sim, bilhões) de dólares de
prejuízos causados pelo Love Letter, também conhecido como I
Love You, que assolou a Rede no começo de maio de 2000. A quantia
foi divulgada pelo Computer Economics, instituto americano
especializado no acompanhamento da chamada Nova Economia.
Irresistível
A combinação letal do Love Letter
inclui a capacidade de multiplicação do Melissa, com alguns
ingredientes a mais: reprodução via mIRC; destruição de
arquivos com extensão .jpg, .css e .wsh, entre outros, e modificação
da home page do Internet Explorer. Para completar o prato
indigesto, um "Subject" ao qual poucos resistem: I love
you.
Em pouco tempo, o FBI já estava no
encalço dos criadores do vírus e rastreou a origem da praga até
a improvável Filipinas, país pouco conhecido por seu avanço
tecnológico. Com a colaboração da polícia local, os agentes
americanos chegaram até o bancário Reonel Ramones, que morava no
apartamento de onde teria surgido o vírus.
Reonel foi detido e liberado poucas
horas depois, e as suspeitas recaíram sobre o estudante de
computação Onel de Guzman, que também morava no apartamento. Em
entrevista coletiva concedida no dia 11 de maio, Onel admitiu que
era possível que ele tivesse criado o vírus junto com alguns
colegas de faculdade.
No início de junho, o presidente das
Filipinas, Joseph Estrada, assinou uma lei que prevê a punição
de crimes eletrônicos. De acordo com o decreto, qualquer filipino
condenado por espalhar vírus de computador pagará uma multa mínima
de 2.300 dólares, além de estar sujeito a até três anos de
prisão.
A lei não é retroativa, mas isso não
livrou Onel de Guzman de um processo criminal movido pelo Estado
filipino, que está nas mãos do judiciário do país.
O culpado de sempre
Não bastasse o estrago causado pelo
Love Letter, uma semana depois veio a sobremesa, ainda mais
prejudicial do que o almoço. Apesar de não ter se espalhado na
mesma proporção de seu irmão, o New Love é considerado ainda
mais perigoso, pois apaga todos os arquivos que não estiverem em
uso no momento da contaminação.
A confusão gerada pelos vírus do
amor abriu mais uma oportunidade para fazer o que muita gente
envolvida com informática mais gosta: malhar a Microsoft. Afinal,
apesar de todos os programas de e-mail receberem os arquivos
contaminados, só o Outlook Express oferece a oportunidade de
propagação do vírus.
Bill Gates e cia. responderam às críticas
lançando uma atualização para o Outlook que impede que os usuários
tenham acesso a alguns tipos de arquivos. Mas é melhor pensar
duas vezes antes de fazer o download, pois o update bloqueia também
o acesso a extensões como .exe e .mdb. Para mais informações,
é só dar um pulinho no
site
de atualização do Office.
Como se proteger
Embora o pior já tenha passado, ainda
é possível que você receba um destes dois vírus em sua caixa
postal, mesmo que com mensagens diferentes (existem pelo menos 30
versões do Love Letter circulando por aí). Para se proteger, a
regra básica ainda é a mais eficiente: nunca execute nenhum
arquivo recebido via e-mail, a não ser que esteja absolutamente
certo sobre seu conteúdo.
Porém, muitas pessoas trabalham em micros compartilhados
com colegas de trabalho ou familiares, que podem não ter o mesmo
cuidado. Por isso, seguem abaixo algumas opções para evitar a ação
do Love Letter e do New Love.
Vírus/Melissa
- Tudo num só
Melissa
reúne características de diversos tipos de vírus
Vírus
de macro? Worm? Vírus de rede? Todas essas definições podem ser
aplicadas ao Melissa, um dos primeiros vírus a ganhar as
manchetes das publicações de tecnologia na era da Internet.
O Melissa é um código de macro
embutido num documento do Word que chega à caixa postal do usuário
anexado a um e-mail com subject Important Message From REMETENTE. No
corpo do e-mail há a mensagem Here is that document you asked for
... don't show anyone else ;-)".
Ao abrir o documento (uma lista de
sites pornográficos) o vírus é ativado, enviando
automaticamente uma cópia de si mesmo para os 50 primeiros endereços
registrados no catálogo do Outlook Express.
Além disso, o Melissa infecta o
arquivo Normal.dot do Word, e a partir daí todos os arquivos
criados são contaminados pelo vírus, podendo ser enviados para
terceiros sem o conhecimento do usuário, já que o vírus sempre
tenta se espalhar anexado ao documento aberto naquele momento.
Vale destacar que usuários de outros
programas de e-mail, como Eudora e Netscape Messenger, não enviarão
o vírus, mas a contaminação pelo arquivo de Word se dará da
mesma forma.
Vírus/Bubbleboy
- O vírus que chega pelo e-mail
Cuidado!
Basta abrir a mensagem para ser contaminado.
Você
já leu muitas vezes que não pode haver contaminação de vírus
apenas com a abertura de uma mensagem de e-mail. Infelizmente,
isso era verdade. A primeira negação dessa regra é um vírus
chamado VBS/ BubbleBoy, que vem embutido no e-mail como um código
VBScript. O vírus só age devido a uma falha de segurança no
Internet Explorer, conhecida como Eyedog .
O BubbleBoy afeta apenas máquinas
equipadas com o Windows 95/98, IE5 e o Windows Scripting Host. Além
disso, a mensagem deve ser recebida no Outlook ou no Outlook
Express. Quando entra em ação, o BubbleBoy edita o Registro do
Windows e se auto-envia aos nomes cadastrados na lista de endereços
do usuário.
Todos os principais antivírus já
incluíram em suas atualizações a possibilidade de detectar o
BubbleBoy. A Microsoft também havia publicado, em agosto de 1999,
uma correção para o IE que impede a ação do vírus.
Vírus/Chernobyl
- O perigo do dia 26
O
Chernobyl é uma praga capaz de causar danos ao hardware
Um
surto de vírus de computador causou sérios estragos em empresas
e residências nos dias 26 dos últimos meses. É o famoso
Chernobyl em ação.
O nome provém do fato de que sua
variante mais comum, o CIH 1.2, ataca uma vez por ano, em 26 de
abril, data de aniversário do acidente nuclear na Rússia. Outras
agem uma vez por mês, no dia 26.
Sem nenhum alarmismo, esse invasor é
preocupante. Trata-se do primeiro vírus capaz de causar danos ao
hardware. Ele pode corromper o Bios (programa incorporado a um
chip da placa-mãe), impedindo a inicialização da máquina.
Segundo a Symantec, um dos principais
fabricantes de antivírus, quando isso ocorre, a saída consiste
em trocar o chip do Bios. No entanto, se o chip é soldado à
placa-mãe, esta fica irremediavelmente inutilizada.
Vale destacar que nem todos os Bios
podem ser afetados, mas somente os que têm memória flash. A
McAfee, outro produtor de antivírus, acrescenta que o CIH destrói
o primeiro megabyte de cada disco rígido. Assim, mesmo que o Bios
não seja afetado (maioria dos casos), a máquina não entra no ar.
O Chernobyl só infecta arquivos EXE
do Windows 95 ou 98. Quando um deles é executado, o vírus fica
residente na memória e daí passa a contaminar outros arquivos
EXE. Enquanto não chega o fatídico dia 26, o CIH trabalha em
surdina, ampliando a contaminação. A única forma de evitá-lo
é usar uma proteção atualizada.
Depois da contaminação, há ainda a
chance de remover o vírus com um antídoto. Contudo, após o dia
26, tudo é mais complicado. Primeiro, é preciso formatar o disco
rígido, inicializando a máquina a partir de um disquete. No caso
de corrupção do Bios, a placa-mãe terá de ser recuperada antes
o que exige a ajuda de técnicos especializados.
Alguns
produtos, como o Lost & Found, da PowerQuest (versão
de avaliação em:
http://www.powerquest.com.br/powerquest), permitem tentar recuperar parte dos dados no disco.
Vírus/Explore.zip
- Alerta vermelho
Worm
Explore.Zip marca uma nova era no poder de destruição dos vírus
Grave
este nome: Worm.Explore.Zip. Perto dele o Melissa é brincadeira
de criança. Distribuído como anexo a mensagens de e-mail, o
Worm.Explore.Zip destrói arquivos de programas do Office 97, como
Word, Excel e PowerPoint.
Em meados de 1999, esse vírus atingiu
em cheio micros de grandes corporações americanas, entre elas
Microsoft, Compaq, Intel e AT&T, além de bancos e financeiras
de Wall Street. Inicialmente, divulgou-se que o vírus só se
manifestava se o usuário recebesse o e-mail com o arquivo
Zipped_files.exe e executasse esse arquivo. Depois, admitiu-se que
ele também se espalha via rede. Ou seja, basta estar conectado a
uma rede local para entrar na zona de perigo.
Segundo os especialistas, o Worm.Explore.Zip representa um
novo estágio dos vírus. Combina a rapidez de infestação do
Melissa com o poder de destruição do Chernobyl. A prevenção é
um antivírus atualizado e muito cuidado com executáveis que
chegam via e-mail mesmo aqueles que parecem vir de fonte conhecida.
Codered
- Alerta em dobro
Duas
versões do CodeRed exploram falhas conhecidas do IIS
Descoberto
em 16 de julho de 2001, o CodeRed rapidamente chamou a atenção
das empresas especializadas em segurança. Em questão de horas, o
vírus infectou milhares de servidores IIS, da Microsoft,
explorando uma brecha antiga do sistema.
Embora a Microsoft já tenha publicado
o arquivo de correção, nem todos os webmasters se dão ao
trabalho de baixá-lo, o que facilitou a vida dos criadores da
praga digital.
A vulnerabilidade está no arquivo
Idq.dll, presente nas versões 4.0 e 5.0 do IIS, o servidor Web da
Microsoft. Este arquivo pode ser sobrecarregado com uma quantidade
de dados que não está preparado para suportar (ataque conhecido
como buffer overrun).
Além de se espalhar de um computador
para outro, o CodeRed substitui as home pages dos sites infectados
pelas inscrições " Welcome to http:// www.worm.com !
Hacked
By Chinese!". O CodeRed também programa as máquinas
invadidas para atacar o site da Casa Branca (www.whitehouse.gov),
enviando mais informações do que os servidores suportariam (tipo
de ataque conhecido como denial-of-service).
O susto inicial foi tanto que a
empresa publicou um alerta em conjunto com os institutos de
segurança SANS e CERT e com o NIPC, divisão do FBI para a
segurança da Internet. O comunicado alertava para um possível
ressurgimento do vírus no dia 1o de agosto, que
poderia até mesmo paralisar a Rede. Felizmente, o CodeRed entrou
em "hibernação", após causar cerca de 1,2 bilhão de
dólares em prejuízo, segundo o instituto especializado Computer
Economics.
CodeRed II - A Missão
Quando os administradores de sistema
achavam que a tempestade havia passado, eis que surge uma nova
versão do CodeRed no dia 4 de agosto de 2001. Logo batizada de
CodeRed II, ela se mostrou ainda mais nociva do que a original.
Explorando a mesma brecha, o CodeRed
II não modifica as páginas HTML, mas instala um backdoor no
sistema infectado. Este fica então vulnerável a ataques de
hackers, que podem apagar arquivos ou executar quaisquer comandos
no servidor.
Se você administra um servidor IIS e
ainda não se preveniu, dê uma olhada nos links abaixo. Eles contêm
informações mais detalhadas sobre os vírus e o processo de remoção.
NIMDA
- Ataque em todas as frentes
Nimda
atinge tanto internautas quanto webmasters
Depois
dos prejuízos causados pelo
"I
Love You" em meados de
2000, virou moda explorar vulnerabilidades do Outlook para
espalhar um vírus. "Anna Kournikova" e
"SirCam" são apenas
alguns exemplos de worms com métodos de propagação semelhantes.
Em julho de 2001, foi a vez de o
"CodeRed" explorar falhas de outro software da Microsoft, o servidor IIS. A brecha já
tinha sido corrigida, mas os webmasters que não instalaram o
patch tiveram muita dor de cabeça.
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Nimda pelo mundo
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Continente
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Posição
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Américas do Norte e Central
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1o
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América do Sul
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3o
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Ásia
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1o
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África
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1o
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Europa
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1o
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Oceania
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1o
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Fonte: TrendMicro (20/09/2001) - Ranking de vírus com maior número de
infecções registradas.
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Era apenas uma questão de tempo até
que surgisse um vírus que juntasse estes dois métodos de propagação
e causasse dor de cabeça tanto a internautas quanto a
administradores de sistema. E esta nova praga atende pelo nome de
"Nimda" ("admin" ao contrário).
O Nimda infecta todas as plataformas
Windows e atrapalha a vida de quem só navega e de que quem cuida
para que os sites funcione. Ele utiliza quatro métodos de
propagação:
·
e-mail - o Nimda envia cópias de si para endereços eletrônicos
encontrados em arquivos .htm e .html no computador infectado.
·
redes - espalha-se para drives compartilhados de redes domésticas
e corporativas.
·
servidores - procura por servidores IIS que não tenham
corrigido a falha conhecida como "Unicode Web
Traversal".
·
web - servidores infectados exibem uma página que induz o
internauta a baixar um arquivo com o vírus. O Nimda procura por
arquivos como index.html e default.html e insere um código de
JavaScript.
Na transmissão via e-mail, o Nimda
chega num arquivo executável de nome readme.exe. O vírus explora
uma falha no mecanismo MIME do Outlook para "disfarçar"
o arquivo executável em arquivo de som. Desta forma, caso o nível
de segurança esteja no nível baixo e o Outlook não esteja
atualizado, o Nimda é executado automaticamente, sem a
necessidade de clicar no arquivo.
As empresas de segurança têm
boletins com mais informações sobre o Nimda e as falhas
exploradas pelo worm já foram corrigidas pela Microsoft. Consulte
os links abaixo para mais informações.
SIRCAM
- Cuidado com seus segredos
SirCam
envia documentos do micro infectado para e-mails aleatórios
"Envio
este documento para ter sua opinião". Em inglês ou espanhol,
esta frase enganou muita gente, que clicou no arquivo anexado ao
e-mail para depois descobrir que se tratava de um vírus, o "SirCam".
Descoberto em julho, ele já garantiu seu lugar no "top
ten" dos vírus de 2001, e mesmo um mês após ter surgido
ainda está entre as pragas que mais dão dor de cabeça às
empresas de segurança.
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SirCam pelo mundo
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Continente
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Posição
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Américas do Norte e Central
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1o
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América do Sul
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4o
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Ásia
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1o
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África
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2o
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Europa
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1o
|
|
Oceania
|
1o
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Fonte: TrendMicro (27/08/2001) - Ranking de vírus com maior número de
infecções registradas.
|
Embora não seja inovador como o
"Melissa" ou o "I Love You", o "SirCam"
possui algumas peculiaridades que ajudaram na propagação. Após
executado, o vírus se instala na lixeira do Windows, local em que
poucos usuários costumam mexer. Além disso, o SirCam possui seu
próprio programa de SMTP, o que facilita a propagação via
e-mail.
Propagação
Como tantas outras pragas, o SirCam
chega às caixas postais em arquivos anexados. A diferença é que,
além do vírus, o arquivo leva também um documento do computador
que enviou a mensagem. Com isso, dados confidenciais podem parar
nas mãos de estranhos.
A praga emite cópias de si para
endereços de e-mail do cátalogo do Outlook e também para
aqueles encontrados em páginas Web que estejam no diretório de
"cache" do browser. O subject da mensagem é variável e
corresponde ao nome do arquivo anexado. Entretanto, pode-se
reconhecer os e-mails infectados pela primeira e última frases do
texto.
Características
A mensagem sempre começa com
"hi, how are you?" e termina com "See you later,
thanks", ou suas equivalentes em espanhol. O idioma do e-mail
é determinado pelo sistema operacional do remetente. O inglês é
usado caso o Windows não esteja em espanhol.
A maneira mais fácil de detectar o
SirCam é pelo nome do arquivo infectado, que sempre tem duas
extensões (por exemplo texto.doc.bat). A primeira extensão faz
parte do arquivo anexado. A segunda é adicionada pelo vírus para
permitir sua execução e pode ser .bat, .com, .pif, .lnk ou .exe.
Caso o computador esteja ligado no dia
16 de outubro, há uma chance de 5% de que o SirCam apague todos
os arquivos do disco rígido. Se o seu micro já foi infectado, a
maneira mais prática de se livrar do SirCam é baixar ferramentas
desenvolvidas pelas empresas de segurança. A Symantec e a Sophos
disponibilizam programas com esta finalidade (links no fim desta
matéria).
HOAXES
Goodtimes
Um
dos primeiros boatos sobre vírus ainda hoje circula pela Rede
O
Good Times foi o primeiro hoax a fazer fama entre os internautas e
circula na Rede desde 1994. O tom da mensagem é bem convincente e
até assusta muita gente, apesar de as atividades do vírus
descrito na mensagem serem completamente impossíveis.
A mensagem alerta os usuários para
que não abram ou leiam e-mails com o subject "Good
Times", pois estes são arquivos contaminados e que poderiam
apagar todo o conteúdo do disco rígido. Além disso, os autores
do boato pedem que o e-mail seja repassado para o maior número
possível de pessoas, a fim de "preveni-las" do perigo.
Segue abaixo um trecho da mensagem (pode haver outras versões em
circulação).
"The FCC released a warning last Wednesday concerning a matter
of major importance to any regular user of the InterNet.
Apparently, a new computer virus has been engineered by a user of
America Online that is unparalleled in its destructive capability.
Other, more well-known viruses such as Stoned, Airwolf, and
Michaelangelo pale in comparison to the prospects of this newest
creation by a warped mentality.
Não
entre no boato da Matrix
Filme
de ficção científica inspira rumor sobre falso vírus
O
filme The Matrix, com Keanu Reeves, fisgou milhões de fãs de ficção
científica em todo o mundo, com sua trama ambientada num mundo
virtual controlado pela entidade conhecida como Matrix.
Não é nenhuma surpresa que o filme
tenha servido de inspiração para mais um boato sobre um novo
tipo de vírus. A praga eletrônica chamaria-se matrix_99.mtx, e
danificaria o micro assim que o usuário lesse a mensagem anexa,
que fala sobre uma promoção envolvendo o filme The Matrix.
Nenhum dos efeitos descritos no e-mail é verdadeiro e trata-se
apenas de um hoax. Segue um trecho do boato (pode haver outras
versões):
"VIRUS ALERT
Read On This Maybe Another Hit !!
Virus name: MATRIX_99.MTX triggered on every PC on the 4th Sep
starting this year.DELETE immediately if u rec'd an e-mail that
looks like this:
Subject: "Believe The Unbelievable - Win a Nokia handphone
8110i"
Content: as follows.
A Nokia 8110i Matrix model is yours if your are THE ONE. How to be
THE ONE? You are 3 steps away from being THE ONE. First - Click on
this site http://www.matrix.com
Secondly - Answer 5 simple questions
Thirdly - Wait n See, we will send a notification email if you are
THE ONE.
Falso
amigo
Vírus
de ICQ chamado "Nastyfriend" é apenas boato
Com
a popularidade do ICQ, era mais do que esperado que surgissem
boatos sobre o programa. Este hoax fala de um vírus que no dia 15
de maio enviaria todos os UINs cadastrados para cada um dos
contatos do ICQ. Segue o texto do boato (pode haver outras versões).
"ATTENTION VIRUS NASTYFRIEND99
There is a new virus which will be infecting computers on May 15.
This virus will take all your email contacts and icq contacts and
sent to those contacts.
Please forward this email to everyone you know and do not open any
email with the subject "HI MY FRIEND!!!"
Penpal
Greetings
Parente
do Good Times ainda assusta internautas
Este
é um dos boatos mais disseminados na Rede e assemelha-se ao também
famoso Good Times. A mensagem pede que os usuários não abram ou
leiam nenhuma mensagem com o subject "Penpal Greetings",
pois um trojan seria acionado e apagaria todo o conteúdo do HD.
Segue a mensagem que espalha o boato (pode haver outras versões):
Embora haja casos de vírus ativados já
na abertura da mensagem, como Kak e Bubbleboy, nenhum deles tem o
poder destrutivo citado no e-mail. Segue abaixo um trecho do boato
(pode haver outras versões).
"This is a warning for all internet users - there is a
dangerous virus propagating across the internet through an e-mail
message entitled "PENPAL GREETINGS!" DO NOT DOWNLOAD ANY
MESSAGE ENTITLED "PENPAL GREETINGS!"
"This
message appears to be a friendly letter asking you if you are
interested in a penpal, but by the time you read this letter, it
is too late. The "trojan horse" virus will have already
infected the boot sector of your hard drive, destroying all of the
data present. It is a self-replicating virus, and once the message
is read, it will AUTOMATICALLY forward itself to anyone who's
e-mail address is present in YOUR mailbox!"
Sapos
da Budweiser são inofensivos
Protetor
de tela da cervejaria não contém vírus
Em
1997, a cervejaria Budweiser disponibilizou um protetor de tela
com os sapos que ficaram famosos nos comerciais de TV, e logo
surgiu um boato de que o arquivo conteria um vírus altamente
destrutivo. Segue abaixo o texto do hoax (pode haver versões
diferentes).
"DANGER!!!VIRUS ALERT!!!
This is a new twist. Someone is sending out a very desirable
screen-saver the Budweiser Frogs. But if you download it, you will
lose everything!!!
Your hard drive will crash!!! DON'T DOWNLOAD THIS UNDER ANY
CIRCUMSTANCES!!!
IT JUST WENT INTO CIRCULATION YESTERDAY, AS FAR AS WE KNOW....BE
CAREFUL.
PLEASE
DISTRIBUTE THIS TO AS MANY PEOPLE AS POSSIBLE... This is WHAT THE
SCREENSAVER OFFER WOULD LOOK LIKE! File: BUDSAVER.EXE (24643
bytes) DL Time (28800 bps): < 1 minute"
Final
infeliz
Release
de novela interativa causa mal-entendido
Em
1996, a editora Penguin resolveu inovar na divulgação de sua
primeira novela interativa, Irina. A empresa divulgou um
press-release simulando um comunicado de um dos personagens, que
prevenia a humanidade contra um novo tipo de vírus letal.
Foi o
suficiente para que os mais desesperados levassem a história a sério
e em pouco tempo o Irina já causava calafrios em muita gente.
Preocupada com a má repercussão, a Penguim esclareceu o mal-entendido
alguns meses depois em seu site, mas a confusão já estava
formada e ainda hoje volta e meia aparecem referências ao "perigosíssimo"
Irina.
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